interlock

Enganando o bafômetro. Pequeno experimento ético


Você pediria ajuda a um estranho para lhe emprestar um sopro de ar?

Nos Estados Unidos, condutores reincidentes por beber e dirigir podem ser obrigados a instalar em seus carros um bafômetro que trava a ignição (ignition interlock device ou breathalyzer) se identificar sinal de consumo de álcool acima do limite permitido. O mecanismo pode ser, no entanto, enganado se outra pessoa sopra-lo, ao invés do condutor.

O canal ABC News conduziu, então, duas experiências na rua para descobrir se as pessoas se disporiam a ser cúmplices do desrespeito da decisão judicial.

No primeiro caso, uma atriz pede que alguém a ajude, soprando o bafômetro, porque ela tomou apenas alguns drinks. Na próxima cena, simulando forte embriaguez, mal conseguindo ficar de pé, ela repete o pedido a diversas pessoas.

Muitos se recusam a soprar o bafômetro porque poderiam se meter em problemas com a Justiça – ninguém mencionou que essa atitude poderia contribuir para um acidente que colocasse a vida de outras pessoas em risco.

Na segunda experiência, outra atriz afirma que seu bebê (um boneco) está passando mal e que ela precisa buscar ajuda apenas, mas não tem condições de soprar o bafômetro porque bebeu só um pouco. Na cena seguinte, a atriz cai no chão é logo socorrida por 3 pessoas e com a fala bem enrolada diz que bebeu só um pouco e que precisa de ajuda para ligar o carro para levar o bebê a um médico. O trio se reveza nos argumentos impedindo que ela entre no carro, preocupados com a segurança da criança e da mãe, se prontificam para dirigir para ela e a acompanha-la a algum serviço de saúde pública.

Publicado por

biavati

Sociólogo, escritor, palestrante e consultor em segurança no trânsito, promoção de saúde e juventude.

2 comentários em “Enganando o bafômetro. Pequeno experimento ético”

  1. Bom, eu não corro esse risco visto que não bebo nada alcoólico e também não faria esse “favor” para outro(a).

    Careta, babaca, bundão (ou outra coisa qualquer que queiram me chamar)? Pode ser, pois eu estou vivo e não pondo a minha vida e a de outros em risco, que pelo visto, é coisa de cara esperto, malandro, valente e blá blá blá.

    Abraço

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  2. Oi, Markus,

    Bemvindo ao blog.

    É isso aí: o “favor” nesse caso é um desfavor para si e para toda sociedade. As pessoas insistem, porém, em torcer a regra “só um pouquinho”…

    Abraço, Biavati

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