Eu mudo, o trânsito muda?


Enquanto assistia à nova campanha do Ministério das Cidades, lembrei de uma pesquisa publicada em 2009 pelo jornal Folha de São Paulo que trata do entendimento que os brasileiros têm do que é corrupção e do que é ético e moralmente correto.

A campanha se chama “parada” e convida-nos a desarmar o automatismo de nossas vidas no trânsito para, então, pensarmos sobre como somos incoerentes eticamente – sempre prontos a apontar o “erro” dos outros e a repetir a mesmíssima atitude logo depois da primeira esquina. Erramos com gosto, e algum sorriso, mas já que sabemos o “correto”, está em nós mesmos a saída para um trânsito melhor – basta mudar, eis a conclusão.

Pare
Pense
Mude

Eu mudo, você muda, ele muda, ela muda e, assim, muda também o trânsito porque, afinal, o “trânsito é feito de pessoas”. É preciso QUERER mudar, é claro, mas isso é apenas um detalhe diante da marcha da razão que sempre decidirá pelo… bem comum? Eis uma boa oportunidade de rever um ou dois resultados da pesquisa “Retratos da Ética no Brasil”.

A pesquisa indica uma extraordinária convergência de opiniões no entendimento do que é esse “bem comum”. A concordância é tão hegemônica, perpassando diferenças de gênero, idade, classe social, renda, e tão idêntica de norte a sul do país, que seria possível afirmar que “somos um país de uma ética só”, segundo o cientista político Wanderley Guilherme dos Santos.

Não temos dúvidas do que é corrupção e sabemos localizá-la bem longe de nossas vidas. Corrupção é aquilo que move e corrói as instituições que nos cercam (os poderes em todos as esferas da República, e mesmo nas Igrejas, nas Forças Armadas e na Imprensa). Dizem até que ela mora em Brasília, mas já teve outras residências ilustres, nada modernistas, o que sabemos mesmo é que ela está em toda parte do pé da porta de nossa casa para fora.

Em contraste com a vida pública, que parece dissolver tudo na lama da corrupção, entendemo-nos como indivíduos éticos e morais: concordamos (74% das respostas válidas) que a obediência à lei é algo superior ao interesse privado, mesmo que isso nos custe perder oportunidades; julgamos errado (94%) pagar propina a agentes públicos, tanto quanto condenamos (94%) vender o voto; é para nós moralmente inaceitável falsificar documentos (97%), comprar um diploma (96%), mentir ou sonegar informações ao Imposto de Renda (82%); e somos unânimes em considerar gravíssimo avançar o sinal vermelho (83%).

Que belo autoretrato! Não temos muita dificuldade em julgar a transgressão da regra, porque primeiramente sabemos perfeitamente qual é a regra. Não podemos esquecer que somos uma Nação de técnicos de futebol. Mas que fique bem claro que convergimos, assim na terceira pessoa do plural, por conta de uma ficção do método científico. A pesquisa é um flagrante do olhar do indivíduo sobre si mesmo:

“eu falo por mim”… já os outros…

Convidados a passar do julgamento moral e ético de determinadas práticas ilegítimas ou ilícitas para a confissão de que já as praticaram, os entrevistados entregam, contudo, outro retrato: 83% deles, sim, já cometeram alguma dessas práticas, em diferentes escalas de gravidade.

O ponto alto da pesquisa é o amarelamento do retrato de civilidade unânime: 13% dos entrevistados admite ter vendido seu voto – cerca de 17 milhões de pessoas maiores de 16 anos, no universo de 132 milhões de eleitores; a maioria (56%) afirma que os outros tirariam proveito das situações, à revelia de qualquer lei, em benefício próprio; 68% compra produtos piratas; 27% baixa música da internet sem pagar; 31% já colou em provas ou concursos (49% entre os jovens); 27% recebeu troco a mais e não devolveu; 36% já pagou propina; 26% avança o sinal vermelho e, por fim, 14% para o carro em fila dupla.

O triunfo do velho faça-o-que-eu-digo-não-faça-o-que-eu-faço nos dá uma medida de como estamos longe de distinguir o público e o privado e do quanto são escorregadios nossos “marcadores éticos e morais“, para usar uma expressão do filósofo Renato Lessa. Eles são socialmente escorregadios, note-se bem – não trata de um desvio de caráter ou de um traço de personalidades degeneradas. 

Essa maleabilidade ética serve a muitos propósitos e significa que o mesmo indivíduo que respeita a faixa de pedestre e condena todos os que a ignoram, também não a respeite, a depender do contexto, quando melhor convier, sem que isso lhe pareça uma incoerência grave. Não se trata de um processo inconsciente, muito pelo contrário. Quem pára o carro em fila dupla “só por um minutinho” sabe exatamente o que está fazendo e é por isso que soa pouco convincente a estratégia surrada das campanhas de segurança no trânsito de expor a incoerência entre o julgamento e a conduta do cidadão.

É bem engraçado ver as pessoas flagradas de calças curtas repetindo a mesma atitude que acabaram de condenar, mas e daí? O sorriso dissimulado dos vacilões denuncia que a transgressão é um cálculo que depende menos do sigilo do que da impunidade: revelar a transgressão não quer dizer nada porque ninguém transgride escondido; transgredimos porque confiamos que não seremos punidos objetivamente por um poder impessoal. Não é à toa o ódio aos radares fotográficos.

Se é revelado que saboto a mesma regra que todos sabotam (o que condeno do alto do meu juízo), qual é o aprendizado, portanto? Que eu devo mudar? E se eu não mudar, qual é a consequência? Nossa incoerência ética vive na sombra da impunidade. Apelamos ao bom-mocismo do cidadão porque que não temos força para invocar a presença decisiva do Estado na regulação das condutas no trânsito, impondo o olhar anônimo do poder de fiscalização.

Em outros países, ninguém perde muito tempo com esses apelos; a ordem pública se impõe à revelia disso. Em 2009, por exemplo, a campanha norte-americana do feriado do Dia do Trabalho (que acontece por lá em setembro) anunciava em letras garrafais: drive drunk and you WILL be arrested (algo como “se beber e dirigir, você SERÁ preso”). Cabe ao cidadão mudar sua atitude? Claro, são sociedades livres e democráticas, apesar do jeitão repressor admirável, mas há apenas uma ética a seguir; para todas as outras escolhas cabem conseqüências bem definidas e usualmente severas.

Aqui, ao contrário, o indivíduo pode abdicar plenamente de suas transgressões cotidianas, o que é muito bacana e meritório, sem que nada mude no trânsito ao seu redor, o que é muito frustrante. Como já descobriu qualquer pedestre que tenha decidido atravessar uma rua exclusivamente nas faixas a ele destinadas, se é que ele as encontrou em algum lugar, o trânsito é muito mais do que a mera soma das vontades individuais.

© Eduardo Biavati e biavati.wordpress.com, 2008/2011.

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Publicado por

biavati

Sociólogo, escritor, palestrante e consultor em segurança no trânsito, promoção de saúde e juventude.

13 comentários em “Eu mudo, o trânsito muda?”

  1. Caríssimo Eduardo, tudo bem?
    Ótimo post, como possibilidades de desdobramentos e controvérsias. Acho o livro Fé em Deus e Pé na Tábua, do Roberto DaMatta, muito bom para nos auxiliar nessa leitura do cotidiano. Gravei uma frase dita por um motorista (pág. 170): “as pessoas têm medo da multa, não do acidente”.

    Falo de Redenção, sul do Pará. Arrisco-me a dizer que aqui a noção de certo ou errado é precária, sem esse dilema de cumprir ou não as regras. Simplesmente ninguém sabe ou cobra nada. Geralmente a vida manda a conta. Aqui não tem nem briga de trânsito, pois se avanço um semáforo, o sujeito que se encontra na via transversal não se irrita vez que faria o mesmo caso se encontrasse na minha situação.

    Como uma mentalidade que não consegue vislumbrar direitos e deveres pode cobrar presença do Estado? E não há qualquer garantia ética na qualidade dos agentes do Estado. É a liberdade fundamentada no princípio de que todos podem tudo. Caso dê errado, tem um hospital de excelência, gratuito, que fará de tudo para salvar vidas.

    Propus para o Hospital Regional que criemos um programa permanente de prevenção contra acidentes e que façamos de início campanha para setembro que estimule as pessoas a considerarem as possiblidades dos acidentes. A idéia é colocar várias imagens em peças diferentes com uma mesma mensagem: acidentes de trânsito não acontecem por acaso.

    Bom, isso é uma conversa para se fazer com um recém gaúcho.
    Grande abraço,

    Marcos Evêncio
    Hospital Regional Público do Araguaia.

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  2. Olá, Maria de Fátima,

    Bemvinda ao blog! Quero dizer, bemvinda aos comentários porque acabei de descobrir que já é uma leitora assídua! Muito obrigado.
    Tenho muito interesse em saber: quais posts você costuma indicar aos alunos? como são as discussões? qual é a faixa etária das turmas?
    Mantenha contato e se precisar de indicações adicionais de leitura me avise – às vezes é possível conseguir bons textos, gratuitamente na internet.
    Abraço a todos do CFC

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  3. Oi, Marco, recém-paraense!

    Esse assunto rende horas! Eu é que sei o quanto escrevi e deixei de fora do post, para poupar a paciência do leitor.

    Espero conhecer Redenção em breve, mas eu não diria que as pessoas aí têm uma noção precária de certo ou errado. Qual é seu referencial para esse julgamento? Em Belo Horizonte, as pessoas têm uma noção consistente de certo e errado e morrem de dilemas de seguir ou não a regra no trânsito?

    O certo e o errado em Redenção não parecem nada precários – se fossem realmente, a vida na cidade seria impossível. Não é isso o que se vê, no entanto: todos colocam em movimento um acordo muito previsível que permite o fluxo de veículos e pessoas da melhor maneira possível – e é mesmo na imensa maioria dos deslocamentos que acontecem em Redenção. Isso não quer dizer que a melhor maneira possível seja a mais justa ou a mais segura possível. Não é um acordo entre iguais – pelo contrário, o acordo acomoda uma estrutura de poder – mas nem por isso é menos legítimo. Nós legitimamos nosso modo de transitar reciprocamente. Eu apostaria em desvendar como está construído esse argumento de legitimidade para pensar em um contra-discurso.

    Por último a campanha. Não tenho dúvida de que as pessoas têm baixíssimo conhecimento das repercussões de LONGA DURAÇÃO de um atropelamento ou colisão, por mais que conheçam diversos casos de pessoas próximas. Além disso é preciso ir além da idéia de que acidentes não acontecem por acaso – é preciso demonstrar que cada um, a cada instante, é CÚMPLICE da violência no trânsito.

    Depois escrevo mais sobre essas idéias. Me mantenha informado. Abraço,

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  4. Oi Edu, gostei do Post, entra no assunto que eu tinha abordado no meu, até deixei uma resposta lá. Aqui fica complicado lidar com tudo isso. Se o exemplo viesse de nossos governantes estariamos perdidos, com tantos roubos e desrespeito a nós, o povo. A impunidade reina em todos os lados, cada um defende o que é seu. Há sempre um jogo de interesses que conta sempre mais nas decisões, dinheiro fala alto. Moramos num país de terceiro mundo mas queremos nos comparar aos de primeiro sem cuidar dos problemas basicos como educação e segurança. Tudo aqui custa mais caro para o bolso mais pobre do brasileiro, cds, filmes, ingressos de shows, teatros e cinema, carros, roupas….e por que? Para encher o bolso de quem? O país necessitando de remendos por todo lado e nós pagando impostos mais altos sobre tudo isso. Eu não compro piratas mas não condeno quem faz pois acho que o esforço tem que vir de cima, o governo tem que diminuir os impostos e o empresario se contentar com menos lucro. Trabalhei muito tempo no comércio e sei que o lucro aqui é muito maior que em países desenvolvidos. Bom, qualquer dia vamos de taxi para um bar e acabamos essa discussão que é muito longa! rs
    Parabéns novamente e grande abraço!

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  5. ¿Por qué los brasileños no reaccionan ante la corrupción de sus políticos?

    El Pais
    07/07/2011
    Juan Arias

    El hecho de que en solo seis meses de Gobierno, la presidenta Dilma Rousseff haya tenido que pedir la dimisión a dos ministros de primera importancia, heredados del gabinete de su antecesor Luiz Inácio Lula da Silva, el de la Casa Civil o Presidencia, Antonio Palocci -una especie de primer ministro- y el de Transportes, Alfredo Nascimento, caídos ambos bajo los escombros de la corrupción política, ha hecho preguntarse a los sociólogos por qué en este país, donde la impunidad de los políticos corruptos ha llegado a crear una verdadera cultura de que “todos son ladrones” y que “nadie va a la cárcel”, no exista el fenómeno, hoy en voga en el mundo, del movimiento de los indignados.

    ¿Es que los brasileños no saben reaccionar frente a la hipocresía y falta de ética de muchos de los que les gobiernan? ¿Es que no les importa que tantos políticos que les representan en el Gobierno, en el Congreso, en los Estados o en los municipios, sean descarados saboteadores del dinero público? se preguntan no pocos analistas y blogueros políticos.

    Ni siquiera los jóvenes, trabajadores o estudiantes, han manifestado hasta ahora la más mínima reacción ante la corrupción de quienes les gobiernan. Curiosamente, la más irritada ante el atraco a las arcas públicas del Estado parece ser la presidenta Rousseff, que ha mostrado públicamente su disgusto por el “descontrol” actual en áreas de su Gobierno y ha echado ya literalmente de su Ejecutivo -y se dice que no ha acabado aún la purga- a dos ministros clave, con el agravante de que eran heredados de su sucesor, el popular expresidente Lula da Silva, que le había pedido que los mantuviera en su Gobierno.

    La prensa brasileña alude a que Rousseff ha empezado -y el precio que tendrá que pagar será elevado- a deshacerse de una cierta “herencia maldita” de hábitos de corrupción que vienen del pasado. Y la gente de la calle ¿por qué no le hace eco resucitando también aquí el movimiento de los indignados? ¿Por qué no se movilizan las redes sociales? Brasil, que con motivo de la llamada marcha Directas ya (una campaña política llevada a cabo en Brasil durante los años 1984 y 1985 con la cual se reivindicaba el derecho a elegir al presidente del país por voto directo de los electores), se echó a la calle tras la dictadura militar para pedir elecciones, símbolo de la democracia, y también lo hizo para obligar al expresidente Fernando Collor de Mehlo (1990-1992) a dejar la Presidencia de la República ante las acusaciones de corrupción que pesaban sobre él, hoy está mudo ante la corrupción. Las únicas causas capaces de sacar a la calle hasta dos millones de personas son los homosexuales, los seguidores de las iglesias evangélicas en la fiesta de Jesús y los que piden la liberalización de la marihuana.

    ¿Será que los jóvenes, especialmente, no tienen motivos para exigir un Brasil no solo más rico cada día, o por lo menos menos pobre, más desarrollado, con mayor fuerza internacional, sino también un Brasil menos corrupto en sus esferas políticas, más justo, menos desigual, donde un concejal no gane hasta 10 veces más que un maestro y un diputado 100 veces más, o donde un ciudadano común después de 30 años de trabajo se jubile con 650 reales (400 euros) y un funcionario público con hasta 30.000 reales (13.000 euros).

    Brasil será pronto la sexta potencia económica del mundo, pero sigue a la cola en la desigualdad social, en la defensa de los derechos humanos, donde la mujer aún no tiene el derecho de abortar, el paro de las personas de color es de hasta de un 20%, frente al 6% de los blancos, y la policía es una de las que causa más muertes en el mundo.

    Hay quien achaca la apatía de los jóvenes a ser protagonistas de una renovación ética en el país, al hecho de que una propaganda bien diseñada les habría convencido de que Brasil es hoy envidiado por medio mundo, y lo es en otros aspectos. O que la salida de la pobreza de 30 millones de ciudadanos les habría hecho creer que todo va bien, sin entender que un ciudadano de clase media europea equivale aún hoy a un rico de aquí.

    Otros atribuyen el hecho a que los brasileños son gente pacífica, poco dada a las protestas, a quienes les gusta vivir felices con lo mucho o poco que tienen y que trabajan para vivir en vez de vivir para trabajar. Todo ello es también cierto, pero no explica que en un mundo globalizado, donde hoy se conoce al instante todo lo que ocurre en el planeta, empezando por los movimientos de protesta de millones de jóvenes que piden democracia o la acusan de estar degenerada, los brasileños no luchen para que el país además de ser más rico sea también más justo, menos corrupto, más igualitario y menos violento a todos los niveles.

    Ese Brasil que los honestos sueñan dejar como herencia a sus hijos y que -también es cierto- es aún un país donde sus gentes no han perdido el gusto de disfrutar de lo que tienen, sería un lugar aún mejor si surgiera un movimiento de indignados capaz de limpiarlo de las escorias de corrupción que abraza hoy a todas las esferas del poder.

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  6. Oi Biavati.
    Isso me lembrou um anúncio que vi em Londres uma vez, que me surpreendeu muito. Como lá não existe TV aberta, o sinal que as pessoas “pegam” deve ser pago. Voluntariamente. Os técnicos da companhia fazem visitas aleatórias e a multa é pesada se você usa e não paga.
    O anúncio dizia simplesmente algo assim: “Você não paga o sinal da sua TV? Fine.” A mensagem era clara: você vai ser punido. Pode ter certeza! E todo mundo conhecia alguém que já tinha pago uma multa fenomenal por isso.
    Imagino que o percentual dos “infratores”, neste caso, era baixíssimo. Ninguém corria o risco porque sabia que, mais cedo ou mais tarde, seria punido.

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  7. Olá, Mari,

    Ótimo o exemplo de Londres! Mais claro do que isso, impossível: o cidadão tem livre-arbítrio, a escolha é dele, mas existe Estado, existe Lei e existe o poder de impô-la a todos. Algo assim: vai encarar? Por aqui, ao contrário, nós pedimos nas campanhas: “dê preferência ao pedestre”. Como assim? Se a gentileza do sujeito for curta, o pedestre que se estrepe? A mensagem deveria ser: “a preferência É do pedestre”. É para obedecer, sendo gentil ou não – isso não é escolha do cidadão, é dever.

    Obrigado pela participação. Abraço,

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  8. Incoerências éticas não são, é claro, um fenômeno exclusivo dos brasileiros. Em um estudo nacional conduzido em 2002 pelo National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA) com cerca de 4.000 condutores, foi verificado que a esmagadora maioria deles tanto concordava como ignorava os limites de velocidade. Por exemplo, nas vias urbanas, 83% afirmaram que os limites eram “corretos”, mas 78% haviam ultrapassado a velocidade máxima estabelecida nessas vias, no últimos 30 dias anteriores à pesquisa.

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  9. Caro Biavati! Você está certíssimo nas suas colocações. As leis existem e são tantas que as próprias autoridades desconhecem. O Brasil do jeitinho, é o Brasil do: vc sabe com quem está falando? Pode multar, e no dia seguinte o político telefona para o Diretor do setor e pede para retirar a multa. Segundo o antropólogo Roberto DaMatta,” Ninguém muda velhos hábitos apenas com leis”. Para ele, obedecer as normas e leis aqui no brasil, é sinal de inferioridade. Peço sempre aos alunos que visitem os sites do: Denatran,Abramet,Cisa,Abraciclo,Abram Brasil,Perkons,Portal do trânsito,Volvo,o seu,do Fábio,Irene Rios, enfim, procuro informá-los sobre todas as formas de acesso a informações relevantes sobre o trânsito. Aqui no Piauí, atualmente, não tenho conhecimento de campanhas educativas em andamento. Grande abraço.

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  10. Oi Biavati! esquecí de falar da minha participação no III Seminário Denatran, ano passado em Brasília. Fiquei encantada com sua apresentação. Infelizmente, não conseguí conhecê-lo pessoalmente.Mais sou assim, estou sempre buscando novas formas de aprendizagem com o objetivo de dividir conhecimentos com meus alunos. São jovens postulantes à PPD a partir dos dezoito anos e um público já habilitado em processo de renovação. Os temas geradores dos maiores debates são: cumprimento das normas emanadas no CTB, Álcool e uso de substâncias tóxicas, infrações.

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  11. Boa tarde Eduardo, e parabéns pelo blog e por seu trabalho no trânsito. Sempre acompanho seus artigos e concordo com sua visão sobre o trânsito de uma maneira geral. Sou Lázara Almeida, educadora de trânsito no município de Canaã dos Carajás – PA, e tenho refletido bastante em seus comentários para pautar minha prática educativa. Parabéns…

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  12. Oi, Lázara,

    Bemvinda ao blog! Muito obrigado pelo comentário. Se inspira e provoca a reflexão, então é mais do que eu eu poderia querer. Retorne sempre. Estou por aqui sempre a disposição para trocar idéias. Abraço,

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