Santiago no pedal. Bom para todos?


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Santiago do Chile é um fenômeno latino-americano de explosão do uso urbano da bicicleta. O número de viagens diárias feitas por ciclistas vem crescendo a 20% ao ano, mais ciclistas na ruas garantiram menos mortes e acidentes com ciclistas e o sistema de bike-sharing não para de expandir para mais bairros.

A rede de ciclovias (de matar de inveja a maioria das cidades brasileiras) sofre, porém, de muitas deficiências bem conhecidas: as vias terminam abruptamente, contornam postes de luz, atravessam calçadas e pistas irregulares, ao lado de veículos cuja velocidade máxima não foi revista nem reduzida.

Faltou espaço, ocuparam-se as calçadas!

Bike-sharing é bacana, ciclovias são importantes, mas se é para avançar além dos discursos modernos, será preciso, também, reclamar de volta o espaço, o privilégio, e sobretudo parte do orçamento público que os veículos motorizados particulares usufruem. A promoção do uso da bicicleta não é um fim em si, ela é um meio de redesenharmos a cidade inteira para a maioria, os pedestres.

A lição de Santiago é que pouco interessa a segurança de uns e outros – segurança de todos só alcançamos quando respeitamos os mais vulneráveis.

 

Publicado por

biavati

Sociólogo, escritor, palestrante e consultor em segurança no trânsito, promoção de saúde e juventude.

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