de joelhos, de novo


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Pobre das montadoras, vivem num sufoco!

O que seria de todas elas sem um Estado forte (debaixo do braço), amigo fiel, sócio de todas as horas?

Pois é,  nossa indústria automobilística está de joelhos – de novo. A isenção generosa de muitos bilhões de reais do IPI foi minguando, o crédito encolhendo, os juros subindo, a Argentina cavando fundo a cova do Mercosul, a classe média emergente emergiu o que dava para emergir, a inadimplência é crescente, e o resultado é que alguém tem que pagar pelo mico do volume de carros em estoque.

Trocando em miúdos, o mico é o seguinte: ou pagam os trabalhadores que perderão seus empregos ou pagamos todos, coletivamente. Não existe a hipótese de a indústria pagar com seu próprio capital.

Tudo se resolverá até maio, segundo notícias recentes, e algumas medidas estão sendo pensadas para restabelecer prazos mais longos de financiamento, um fundo de garantias, além de um aperto nos Argentinos para abrirem as porteiras.

O Governo, parceirão mas durão como sempre, afirma que exigirá uma contrapartida: a indústria terá que reduzir suas margens de lucro dessa vez! É isso aí, vamos acreditar no discurso, mas não seria menos fantasioso se a contrapartida fosse o compromisso de investirem alguns bilhões na implantação de corredores exclusivos de transporte coletivo?

É pedir demais?

Publicado por

biavati

Sociólogo, escritor, palestrante e consultor em segurança no trânsito, promoção de saúde e juventude.

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