#narrativasdigitais

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Breves lições sobre a nova série “Cosmos: a spacetime odyssey” (National Geographic), por Garr Reynolds

FAÇA AS ESCOLHAS SOBRE O QUE INCLUIR E O QUE EXCLUIR  |  Não importa que você tenha 5 minutos ou 18, ou um dia inteiro para contar sua história, o tempo nunca será suficiente para dizer tudo o que você sabe ou para compartilhar tudo com o máximo de detalhes possível. O tempo pode ser um obstáculo mas também um grande facilitador, se você estiver disposto pensar e decidir sobre o que é o mais importante e o que é menos importante. O segredo está em saber o que deixar de fora. Não deturpe, oculte ou distorça a informação, nem embeleze estatísticas. Equilíbrio é a chave.

MOSTRE-LHES PORQUE A HISTÓRIA É IMPORTANTE  Demonstre claramente porque o seu assunto – ou resultado, causa, missão, etc. – importa. Qual é o grande panorama e nosso lugar nesse panorama? O elemento mais importante de uma narrativa, segundo Andrew Stanton da Pixar, é “faça-me importar” com essa história. Você deve fazer o público se importar com que está sendo mostrado e é seu trabalho fazê-lo saber exatamente porque ele deve se importar.

FALE VISUALMENTE  |  Falar visualmente não significa apenas fazer uso de gráficos, fotografias, vídeos, animações, e assim por diante . Significa também ajudar o público a “ver” suas idéias por meio de uma linguagem descritiva, utilizando exemplos concretos, e por meio do poder e simplicidade das metáforas.

APRESENTE COM UM ESPÍRITO DE CONTRIBUIÇÃO  |  Apresente sua história como uma oferta, não como uma verdade ou como toda a história. Em vez disso, diga “aqui está esse fato e esse outro e porque eles importam… eu acredito que sua vida pode ser transformada pela compreensão desses fatos”.

INCENDEIE A CURIOSIDADE E CONDUZA O PÚBLICO A UMA VIAGEM  |  Uma boa narrativa provoca a curiosidade e convida o público a se questionar na medida que a história progride. Conduza o público a  uma viagem que o faça elaborar suas próprias questões – e não tenha medo de deixar algumas (ou muitas) perguntas sem respostas. Por mais que você tenha pensado em uma história com uma conclusão e final claros, há uma infinidade de ângulos que jamais se poderá abarcar (se você realmente exercitou uma seleção intencional do que dizer para começo de conversa). Questões em aberto é o que nos movem para frente.

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um bem imóvel é, ainda assim, um bem simbólico

ETO5845-Editar

Thomas Schmall, Presidente da Volkswagen do Brasil, exultante com o lançamento vindouro do novíssimo fusca do Século XXI, o moderno, econômico e compacto UP, um carrinho sob medida para um país inteiro que virou classe média – e quer viver como tal:

“A ideia é levar mobilidade para muitos brasileiros que ainda não têm condições de comprar um automóvel”.

Na boa, a única idéia da Volkswagen, das auto, é salvar o futuro e a alta margem de lucro da matriz. O capital busca sempre essencialmente sua reprodução ampliada. O resto pouco importa, muito menos a tal da mobilidade. A Volkswagen não vende mobilidade; isso é problema de quem comprou das auto dos seus sonhos.

Bárbara Gancia matinal

“Para gringos de todos os quadrantes: “nós brasilei­ros temos asco de calçada. Tirando dois ou três calçadões à beira-mar, em que gostamos de ser admirados andando, o resto a gente asfaltou. Calçada dá muito trabalho. E não agrega va­lor, entende? Para quem gosta de ir a todo lugar de automóvel, calçada não serve.”

Barbara, hilária hoje