Mapa da Morbidade por Causas Externas

OMS, Seatbelt

As violências e os acidentes constituem duas das mais importantes causas de mortalidade na sociedade brasileira contemporânea.

Genericamente denominadas Causas Externas, as diversas formas de acidentes e de violências têm sido responsáveis pela quase totalidade das mortes de brasileiros com idades entre 15 e 24 anos.

OMS, Helmet

A mortalidade não é, porém, o único indicador de profundos impactos humanos, sociais e econômicos de longo prazo engendrados pelas Causas Externas. A maior parte das vítimas de acidentes e violências sobrevive a esses eventos, demandando atenção dos serviços de saúde. Ao longo da década de 80, a título de exemplo, para cada morto em acidente de trânsito no Brasil, as estatísticas oficiais registraram cerca de 13 feridos. Em números absolutos, mais de 3 milhões e 300 mil pessoas sobreviveram aos acidentes de trânsito, requerendo, em maior ou menor grau, assistência médico-hospitalar.

OMS, drinkdriving

Pouco se sabe e quase nada se fala do expressivo contingente de vítimas “não-fatais” dos vários acidentes e violências. As vítimas “não-fatais” são a face oculta das Causas Externas no Brasil. Em que circunstâncias ocorrem seus ferimentos? Em que condições de saúde sobrevivem essas pessoas aos eventos traumáticos dos quais são vítimas? Não se dispõe de informações seguras sequer para afirmar que parcela dessas vítimas se torna portadora de graves incapacidades físicas e dependerá, por conseguinte, da assistência de serviços de saúde para o resto de suas vidas.

Diante da precariedade ou inexistência de informações sobre a morbidade por Causas Externas e, por conseguinte, do obstáculo concreto que isso representa à prevenção dessa morbidade, a Rede SARAH de Hospitais de Reabilitação desenvolveu em 1999 uma investigação detalhada de seus pacientes.

A pesquisa teve por objetivo investigar as circunstâncias que geraram essas causas externas associando-as às lesões resultantes, envolvendo a totalidade de pacientes admitidos para internação em duas unidades da Rede SARAH (Hospitais SARAH-Brasília e SARAH-Salvador), durante 12 meses, permitindo assim a criação de um banco de dados inédito no país sobre a morbidade dos acidentes.

Acidentes de Trânsito e Agressões por Arma de Fogo constituíram os focos prioritários da pesquisa realizada, além de um estudo inédito sobre os Acidentes por Mergulho.

Principais resultados

  1. Perfil das Causas Externas na Rede SARAH
  2. As Internações por Acidentes de Trânsito
  3. Acidentes de Trânsito  [Ocupantes de Veículos]
  4. Acidentes de Trânsito  [Pedestres]
  5. Acidentes por Mergulho
  6. Agressões por Arma de Fogo

Relatórios especiais

  1. O cinto de segurança
  2. A dinâmica do atropelamento

4 comentários em “Mapa da Morbidade por Causas Externas”

  1. Gostei muito da tua palestra sobre trânsito em que participei em santo andré.
    Você foi muito esclarecedor na tua fala, seu carisma e sua simpatia me fez fazer uma análise sobre como estou dirigindo, “tenho fama de ter pé de chumbo”.

    Ah! sou uma das professoras que estava com o aluno cadeirante.
    Quando vir para santo andré, entre em contato ok?

    bjs

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  2. Olá, Rosangela,

    Obrigado pela visita e pelos elogios! Foi realmente uma noite muito especial e é claro que o ótimo auditório do Centro de Formação contribuiu para o engajamento de todos.

    Se mobilizou sua atitude, valeu mesmo! Multiplique a mensagem e visite o blog quando puder. De tempos e tempos, quando há o que dizer, lanço aqui mais um post, mais uma provocação. O espaço está aberto.

    Abraço,

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  3. Olá, Nadia

    Bemvinda ao blog!

    Obrigado pelos elogios. Acabei de responder a um comentário que falava, como você, de como foi esclarecedor. Bom, então, atingimos mesmo o objetivo!

    Tudo indica que voltarei várias vezes a Santo André, ano que vem. Vamos torcer. Será um prazer falar com as outras turmas do EJA e, quem sabe, com a garotada das 8as séries do Fundamental.

    Parabéns pelo aluno. Imagino que ele dê uns bons bailes por aí!!! Muito inteligente, muito afiado. A crítica dele foi exata e, vou confessar, é uma falha no meu discurso – muito embora, é claro, eu saiba exatamente que a incapacitação não é uma doença. Enfim, tudo pode melhorar.

    Mande um abraço para ele e outro para ti também.

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