Baladeiros paulistanos

Alo! Alo! galera da segurança no trânsito

Nova pesquisa do CEBRID/UNIFESP (Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas) afirma que mais da metade dos baladeiros paulistanos que vão a casas noturnas em sampa tem por objetivo ficar bêbado.

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Tanta gente bêbada não teria muito critério em escolher um motorista sóbrio, confere?

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Sim, confere, tanto entre os marmanjos como entre as marmanjas da hora: 6 entre 10 baladeiros afirma que já foi carona de condutor embriagado na saída das baladas.

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Deveríamos ficar surpresos?

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Como ser a favor da Lei Seca (desde que ela não exista)

Quem mal pensa, mal escreve – esse é o resumo da poeira de idéias de David Coimbra, que ocupou a segunda página do Zero Hora de hoje, dia 18 de novembro, a pretexto de criticar o “espírito” pouco civilizado da Lei Seca.

David acredita que existem sociedades inteligentes – como a Grécia, que em nome da democracia rejeitou um referendo popular sobre a entrega completa da soberania econômica ao sistema financeiro europeu, e muitos outros países de “democracia consolidada” em que o Estado que confia tanto no indivíduo que lhe dá a liberdade de marcar o tiquete da própria passagem do ônibus (uau!!!).

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Fantasmas, cambalhotas e alguma malícia no Dia de Finados

Véspera de Finados é sempre um bom momento para falar de trânsito: é feriado nacional, muita gente na estrada, e mal teremos terminado de orar pelos mortos quando soubermos que outros tantos ficaram pelo caminho. O Dia de Finados no Brasil é cada vez mais um dia dos mortos no trânsito.

Não é preciso muita criatividade jornalística para juntar os assuntos. É o que fizeram o jornal O Globo, na edição de primeiro de novembro de 2009 e, agora, a revista Veja, na edição do dia 2 de novembro de 2011, Continuar lendo Fantasmas, cambalhotas e alguma malícia no Dia de Finados

Os adolescentes que merecemos, por Contardo Calligaris

Frequentemente os artigos semanais de Contardo Calligaris na Folha de São Paulo falam da adolescência. Não é fácil compreender esse período promissor, muitas vezes imerso na angústia da vida. E tudo pode ficar ainda mais complexo e conflituoso quando os pais projetam suas montanhas de desejos e imaginam capturar o movimento de expansão da garotada.

Há algumas semanas, Calligaris criticava a antiga idéia de que há no jovem a “semente” de uma vocação, de uma futura profissão – muito mais uma vocação desejada pelos pais do que pelo jovem. Calligaris fala, então, para o jovem leitor:

“Ser jovem não é ser semente; é ser, antes de mais nada, uma narrativa aberta. Imagine que você é o começo de uma história: havia uma moça Continuar lendo Os adolescentes que merecemos, por Contardo Calligaris

Retratos do risco quando jovem

Em 2009, o Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN) promoveu um ciclo nacional de palestras dirigidas aos jovens. Essa foi a terceira ação do projeto Trânsito Consciente, que se iniciou com a produção de 20 filmes tratando de diversos temas do trânsito e tomou a forma de um caderno distribuído às milhares de escolas e aos alunos em todo país.

As palestras envolveram cerca de 5.300 estudantes do Ensino Médio das redes pública e particular de seis Continuar lendo Retratos do risco quando jovem

Vocês sabem com quem estão falando? Hábitos e Riscos dos jovens no Brasil

O fim do ensino fundamental é uma festa. É uma despedida de uma demorada infância. Aos 14 anos todo mundo sabe o que quer e do que gosta; escolhe o que come e o que veste – bom, ao menos pensa que sabe e que escolhe, e isso basta para encher a boca e dizer: “a vida é minha”!

É uma época sensacional, para arrepio de professores e pais. Os adultos que sabem tudo, ou pensam que Continuar lendo Vocês sabem com quem estão falando? Hábitos e Riscos dos jovens no Brasil

Lei Seca não reduz mortes de jovens!

calçada | Ipanema - Rio de JaneiroDomingão, primeiro de novembro, véspera do Feriado de Finados. Céu azul, calorzão de 35 graus. A praia promete. Pais e Mães, lêem, então, na capa, manchete principal, do jornal O Globo:

Lei Seca não reduz número de mortes de jovens no trânsito

As mortes de jovens cariocas no trânsito cresceram quase 27 %, comparando-se o período de janeiro a agosto de 2008 (quando a Lei Seca inexistia, na prática) com os primeiros oito meses de 2009 (quando já estava a todo vapor a fiscalização na ruas, através da “Operação Lei Seca”).

Conclui-se, portanto, que o mundo era melhor ANTES da Lei Seca… Ter entre 15 e 29 anos no Rio de Janeiro é mesmo uma barra, brother!!!

A situação nunca foi boa, é verdade. Acidentes de trânsito e agressões por arma de fogo sempre encabeçaram as principais causas de morte da galera. Aliás, não apenas na Cidade Maravilhosa – jovem brasileiro morre de violência. E agora mais essa! Como se não bastasse todo o resto, ainda tem essa Lei Seca para piorar as coisas!  Pais cariocas realmente não têm motivo para dormir tranquilos.

A questão é: o que isso tem a ver com a Lei Seca ?

N-A-D-A

A denúncia de que a Lei é um fracasso justamente entre seus alvos mais importantes, os jovens, NÃO decorre nem das estatísticas, nem de qualquer outra informação, apresentadas pelo O Globo. Por que a Lei deveria ter impedido a morte desses 8 jovens (esse é o número absoluto que corresponde ao crescimento de 27% no período comparado)?

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