Nossa mobilidade conectada: resumo da conversa

Eduardo Biavati e Luis Felipe Pondé conversaram com Felipe Solari sobre Celular e Direção. Um papo que aconteceu dia 05/08, ao vivo via Periscope, no escritório do Twitter, em São Paulo. Veja aqui um pouco do que rolou e assista aos melhores momentos dessa conversa.

Dia 19/08 15h – Gustavo Gitti e Xico Sá conversam sobre Celular e relacionamentos

Dia 02/09 15h – Luis Fernando Correia e Luiz Felipe Pondé conversam sobre Celular e pequenos acidentes

Dia 16/09 15h – Phelipe Cruz e Rafael Cortez conversam sobre Celular e momentos

Dia 30/09 15h – Bia Granja e Daniella Freixo de Faria conversam sobre Celular e criança

Santiago no pedal. Bom para todos?

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Santiago do Chile é um fenômeno latino-americano de explosão do uso urbano da bicicleta. O número de viagens diárias feitas por ciclistas vem crescendo a 20% ao ano, mais ciclistas na ruas garantiram menos mortes e acidentes com ciclistas e o sistema de bike-sharing não para de expandir para mais bairros.

A rede de ciclovias (de matar de inveja a maioria das cidades brasileiras) sofre, porém, de muitas deficiências bem conhecidas: as vias terminam abruptamente, contornam postes de luz, atravessam calçadas e pistas irregulares, ao lado de veículos cuja velocidade máxima não foi revista nem reduzida.

Faltou espaço, ocuparam-se as calçadas!

Bike-sharing é bacana, ciclovias são importantes, mas se é para avançar além dos discursos modernos, será preciso, também, reclamar de volta o espaço, o privilégio, e sobretudo parte do orçamento público que os veículos motorizados particulares usufruem. A promoção do uso da bicicleta não é um fim em si, ela é um meio de redesenharmos a cidade inteira para a maioria, os pedestres.

A lição de Santiago é que pouco interessa a segurança de uns e outros – segurança de todos só alcançamos quando respeitamos os mais vulneráveis.

 

RELOADED: o “Estadão”, sem demagogias

Visto durante anos como símbolo de liberdade e de status, o automóvel passa por lento desmanche de prestígio, especialmente nas grandes cidades.

Como pode sentir-se LIVRE e DIFERENCIADO o proprietário de um veículo que permanece engaiolado durante horas nos gigantescos congestionamentos de trânsito; que está sujeito a RESTRIÇÕES EXASPERANTES de circulação, como os rodízios e os corredores exclusivos de ônibus impostos pelo prefeito paulistano, Fernando Haddad; e que se sente VÍTIMA DE UMA INDÚSTRIA IMPLACÁVEL DE MULTAS?”

Celso Ming, dando singela e cristalina lição de coesão editorial, hoje, no Estadão

* ênfases adicionadas pelo autor desse post

Transporte público e saúde: nexos sistêmicos

Alo! Alo! Gestores públicos do Brasil!

Já que é sempre mais fácil ler APENAS o que interessa e descartar o que não convém, vou repetir, antes da leitura, o que o entrevistado diz 3 vezes:
Quanto mais espaço dedicado ao transporte público eficiente e rápido, ESPAÇO PARA CICLISTAS E PEDESTRES, menos carros, menos acidentes, menos poluição do ar, mais atividade física durante a vida diária e consequentemente mais saúde“.

Transporte público é bom mas não basta se a cidade inteira humilha os pedestres e escanteia seus ciclistas. Continuar lendo Transporte público e saúde: nexos sistêmicos

O transporte urbano no Brasil, por Eduardo A. Vasconcellos

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publicado em 18 de junho de 2013: Eduardo A. Vasconcellos: O transporte urbano no Brasil – Le Monde Diplomatique Brasil.

Uma política diferente de mobilidade deveria reduzir os benefícios e subsídios ao transporte individual, garantir espaço nas vias públicas para que as formas não motorizadas e o transporte público tenham qualidade, segurança e prioridade na circulação, e incentivar novas formas de ocupação e desenvolvimento urbano

As maiores cidades brasileiras, assim como muitas grandes cidades de países em desenvolvimento, foram adaptadas, nas últimas décadas, para o uso eficiente do automóvel, o que correspondeu a um projeto de privatização da mobilidade, fortemente associada aos interesses das classes médias formadas no processo de acumulação capitalista. Vários esquemas de financiamento e incentivo mercadológico promoveram grande ampliação da frota de automóveis no Brasil e, mais recentemente, da frota de motocicletas, neste caso atendendo a um público mais jovem e novos grupos em ascensão social e econômica.


Paralelamente, o sistema de transporte público foi crescentemente negligenciado, em uma pedagogia negativa para afastar a sociedade do seu uso como principal forma de transporte motorizado. O transporte público, apesar de alguns investimentos importantes em locais específicos, permaneceu insuficiente e de baixa qualidade e tem experimentado crises financeiras cíclicas, ligadas principalmente à incompatibilidade entre custos, gratuidades, tarifas e receitas, bem como às deficiências na gestão e na operação. Adicionalmente, ele experimentou um declínio na sua importância, eficiência e confiabilidade junto ao público, passando a ser visto como um “mal necessário” para aqueles que não podem dispor do automóvel ou da motocicleta.

A motorização privada da mobilidade trouxe consigo grandes impactos negativos, na forma de aumento dos custos de operação dos ônibus, dos acidentes, da poluição e dos congestionamentos (ANTP, 2011). Como o uso do automóvel requer o consumo de grande espaço físico nas vias, o congestionamento cresceu e rebaixou a velocidade dos ônibus para 12 a 15 km/h, quando o desejável e possível com tratamento adequado é 20 a 25 km/h. Isso levou ao aumento dos custos operacionais dos ônibus entre 15% e 25%, sendo o custo adicional repassado aos usuários pagantes, na maioria com baixo nível de renda: embora o vale-transporte limite o gasto do trabalhador a 6% do seu salário, mais da metade dos usuários não tem acesso a esse benefício. Apenas na cidade de São Paulo, o congestionamento provocado pelo uso do automóvel é responsável por R$ 1,5 bilhão de custos extras repassados por ano aos usuários de ônibus, valor suficiente para construir uma linha de metrô ou dez corredores de ônibus.

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Vai SP!

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mais gente sendo transportada pagando um valor mais caro, muito acima da inflação dos últimos 8 anos, mas em menos ônibus e em menos viagens, cada vez mais demoradas

1994 a 2004 | inflacao : 332%

1994 a 2004 |valor da tarifa transporte coletivo/SP: 540%

deu pra entender que não são 20 centavos?

TUDO QUE VOCÊ PRECISA SABER PARA A GRANDE MANIFESTAÇÃO

SEGUNDA-FEIRA

DIA 17/06

EM TODO O BRASIL


por Anonymous Brasil

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Entrevista RadioLab | mobilidades, cidades, velocidades e outras polêmicas

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Tá na mão o podcast do primeiro RadioLab, o programa de rádio do TransLab, que foi ao ar, mês passado, na minima.fm.