O ‘Estadão’ e a demagogia dos corredores, por Eduardo Vasconcellos

H_20130806_122840Artigo originalmente publicado na página “Ponto de Vista“, do website da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP)

O jornal “O Estado de São Paulo” publicou no último dia 10 de outubro um editorial intitulado “A demagogia da mobilidade“. O texto reclama da reorganização dos corredores de ônibus ora em realização na cidade de São Paulo e a denomina “demagógica”, associando-a aos objetivos políticos do partido que está no poder municipal hoje.

Vou me limitar a comentar as partes do editorial que se referem exclusivamente à ação técnica que está sendo realizada pela Prefeitura. Por mais voltas que dê no seu raciocino, o que está por trás do editorial é o descontentamento pela redução do espaço viário hoje ocupado pelos automóveis. Embora o editorial reconheça a necessidade de melhorar o transporte público o que se percebe nele é uma visão claramente elitista e irritada, ecoando os protestos que alguns usuários de automóvel vêm manifestando por meio da mídia.

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um gráfico, toda a tragédia

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Mais de 53 mil pessoas são assassinadas por ano e as vítimas tornaram-se cada vez mais jovens. O perfil desses jovens, vítimas dos vários tipos de mortes violentas, é em sua maioria homens, pardos, com 4 a 7 anos de estudo, mortos nas vias públicas, por armas de fogo. Esse é um dos dados que consta no estudo Custo da Juventude Perdida no Brasil, de autoria de Daniel Cerqueira, diretor de Estado, Instituições e Democracia do Ipea.

O estudo indica que a morte prematura de jovens devido às violências custa ao país cerca de

R$ 79 bilhões a cada ano

que correspondente a 1,5% do PIB Nacional. Cerqueira alerta que não só mortes com armas de fogo foram dignas de destaque, a taxa de óbitos em acidentes de trânsito envolvendo jovens aumentou em 44,6% na última década.

Baixar tarifa não resolve, é preciso quebrar oligopólio dos empresários de ônibus, por Marilena Chauí

FOTO DE PATRICIA SANTOS  MANIFESTANTE DURANTE A PRIVATIZACAO DA TELEBRAS

Após a reunião do Conselho da Cidade, a repórter Marilu Cabañas conversou com uma das conselheiras, a filósofa Marilena Chauí. Ela analisa o movimento que luta pela redução da tarifa do transporte público.

Para Chauí, “o que está acontecendo é um instante politicamente importantíssimo, no entanto, essas manifestaçoes sao uma operacao feita pela internet. O que carateriza uma convocatória, uma açao política desse tipo, é que ela é um evento, isso significa que ela é efêmera, ela não tem uma força organizativa. Ela é um acontecimento, mas ela não tem um caráter de movimento soical organizado em todos os setores da vida democrática. A minha impressao é que poderia ser um show, uma competicao esportiva ou uma manifestacao politica pela tarifa do transporte urbano. Ir para a rua a partir da sociedade de massa.

Alguém pensou em Tarifa Zero?

A reivindicação do Movimento Passe Livre de tarifa zero de ônibus em todo o Brasil já foi proposta em projeto de lei encaminhado à Câmara de São Paulo, pelo Executivo Municipal em 1990, na gestão da prefeitura Luiza Erundina. Para saber mais, ouça a entrevista com o secretário dos Transportes na época, o engenheiro Lúcio Gregori.

Jingle bells

No glorioso, embora confuso e, afinal, completamente ignorado capítulo da “Educação para o Trânsito” do Código de Trânsito Brasileiro (se houver curiosidade, trata-se do capítulo VI), lê-se que:

Os Ministérios da Saúde, da Educação e do Desporto, do Trabalho, dos Transportes e da Justiça desenvolverão e implementarão programas destinados à prevenção de acidentes.

Para tão nobres responsabilidades, a lei prevê uma mordida no total arrecadado mensalmente do Prêmio do Seguro Obrigatório de Danos Pessoais causados por Veículos Automotores de Via Terrestre, mais conhecido como:

Seguro D P V A T

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