um gráfico, toda a tragédia

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Mais de 53 mil pessoas são assassinadas por ano e as vítimas tornaram-se cada vez mais jovens. O perfil desses jovens, vítimas dos vários tipos de mortes violentas, é em sua maioria homens, pardos, com 4 a 7 anos de estudo, mortos nas vias públicas, por armas de fogo. Esse é um dos dados que consta no estudo Custo da Juventude Perdida no Brasil, de autoria de Daniel Cerqueira, diretor de Estado, Instituições e Democracia do Ipea.

O estudo indica que a morte prematura de jovens devido às violências custa ao país cerca de

R$ 79 bilhões a cada ano

que correspondente a 1,5% do PIB Nacional. Cerqueira alerta que não só mortes com armas de fogo foram dignas de destaque, a taxa de óbitos em acidentes de trânsito envolvendo jovens aumentou em 44,6% na última década.

Mortos e Feridos sobre duas rodas. Estudo sobre a acidentalidade e o motociclista em São Paulo

O final do Século XX demarca o início de uma profunda transformação no trânsito de São Paulo.

No final da década de 90, lei municipal impunha a obrigatoriedade do uso do cinto de segurança, a fiscalização eletrônica de velocidade era adotada e o novo Código de Transito estabelecia penalidades rigorosas às infrações, fiscalizadas por agentes municipais, além da Polícia Militar. O novo quadro legal e institucional produziu um impacto imediato: uma redução de quase 30% das mortes entre 1996 e 1998. Na medida em que essa conquista se consolidava ano após ano, especialmente entre os ocupantes de veículos, entretanto, um novo desafio se colocava à gestão da segurança viária.

Na virada do milênio, a cena urbana congestionada de carros e ônibus passou a contar com um novo personagem: a motocicleta. Até o início da década de 1990, a presença das motos era Continuar lendo Mortos e Feridos sobre duas rodas. Estudo sobre a acidentalidade e o motociclista em São Paulo

As aventuras de Lucky 13

As aventuras do Lucky 13 chegaram ao ponto final, depois de 13 episódios mensais, traduzidos em 11 línguas e lidos por centenas de milhares de leitores.

Produzida pela Associação Européia de Fabricantes de Motocicletas [ACEM], a campanha adotou a linguagem das histórias em quadrinhos (HQ) para aumentar a PERCEPÇÃO DE RISCO de motociclistas e, principalmente, de jovens pilotos de scooters, acerca dos riscos potenciais relacionados com a INFRAESTRUTURA das vias.

É estranho imaginar que as rodovias européias estejam tao ruins assim, ou que as ruas de Roma e Paris estejam em tão mal estado de conservação, mas o fato é que 14 % dos acidentes são causados por falhas na infraestrutura, de acordo com o superestudo MAIDS. Como se não bastassem esses problemas, as necessidades específicas dos veículos de duas rodas são geralmente negligenciadas na engenharia viária, que na Europa e em toda parte ainda pensa sobre APENAS sobre quatro rodas.

Pois bem, diante de tantos hazards (o mundo lá fora não é dos mais amistosos para as duas rodas), o comportamento do piloto em lidar com cada situação e suas escolhas de ação desempenham papel fundamental. A missão do personagem Lucky 13 é representar de maneira cômica justamente as escolhas erradas. A idéia é de um motociclista desligadão, boa praça, mas que escapa sempre por um triz das situações mais perigosas e malucas.

Escrevi sobre o Lucky 13 várias vezes ao longo do ano (ver em especial o post Traffic calming e motocicletas. Novas aventuras do Lucky 13 e também o Lucky 13. Aventura pelos buracos da vida) porque a simplicidade e o pragmatismo da campanha européia foram como um antídoto às idéias ridículas dos defensores tupiniquins da ocupação do “corredor” (a fila entre carros) pelas motocicletas.

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Novas aventuras de Lucky 13

Nr10-PT-ACEMEstão no ar o nono e o décimo episódios [arquivos PDF, em inglês] da campanha pública de segurança para motociclistas da Associação Européia de Fabricantes de Motocicletas [ACEM].

Lançada em 2008,  a campanha escolheu  a linguagem dos quadrinhos para aumentar a consciência de motociclistas e, principalmente, de jovens pilotos de scooters, acerca dos riscos potenciais relacionados com a infraestrutura das vias.

 O episódio 9 da série fala da importância de antecipar um risco comum no trânsito urbano: as “ilhas centrais”. Elas são utilizadas muitas vezes para dar segurança a uma travessia de pedestres, servindo como refúgio em uma travessia em duas etapas, para ordenar o fluxo de circulação em cruzamentos ou para reduzir a largura da via naquele trecho, forçando uma redução da velocidade dos veículos. Seja qual for sua utilidade, as “ilhas” são um obstáculo físico na via, assim como outros elementos de Continuar lendo Novas aventuras de Lucky 13

Breve nota sobre a vitória do mototaxi

Assunto encerrado

O Presidente da República sancionou a lei que regulamenta a atividade de mototaxista e, por extensão, a prestação do serviço de transporte de passageiros sobre duas rodas no país.

Dissolveu-se a última barreira – a exclusiva prerrogativa da União de legislar sobre trânsito. O Código de Trânsito incorporou o mototaxi (e o motofrete também, vale dizer). Os Poderes Municipais estão, finalmente, liberados a decidir se autorizam ou não, definindo quaisquer critérios adicionais que julgarem pertinentes, a prática de ambas atividades em suas jurisdições.

Contra a uníssona intelligentsia da segurança no trânsito no país e a recomendação de veto de um Ministro de Estado, venceu a força montante Continuar lendo Breve nota sobre a vitória do mototaxi

Lucky 13. Detritos na pista

 

lucky13Está disponível o oitavo episódio  [arquivo PDF, em português] da campanha pública de segurança para motociclistas da Associação Européia de Fabricantes de Motocicletas [ACEM].

O novo HQ fala dos perigos que os mais diversos detritos na via colocam para a pilotagem da motocicleta. Areia, lama, restos de folhagens, galhos de arvores, restos de animais, plásticos, papéis, cacos de vidro, latas de alumínio, pedaços de metal – tudo o que possa se interpor entre os pneus da moto e o pavimento representa um risco importante para o controle da motocicleta.

Esse é o episódio menos elaborado de toda a série até o momento. As informações são muito simples, mas contribuem pouco a conduta de seguranca que pretendem motivar. O HQ se contenta com o alerta para os perigos dos detritos mas não indica qual deve ser a conduta do motociclista diante das ruas imundas da grande cidade. Menor velocidade? Maior distância de seguimento?

Tenho comentado cada novo lance da campanha desde o lançamento em outubro de 2008. A campanha escolheu a linguagem dos quadrinhos para aumentar a consciência de motociclistas e, principalmente, de jovens pilotos de scooters, acerca dos riscos potenciais relacionados com a infraestrutura das vias.

Lucky 13. A noite e seus perigos

 

lucky13Foi lançado hoje o sétimo episódio [arquivo PDF, em português] da campanha pública de segurança para motociclistas da Associação Européia de Fabricantes de Motocicletas [ACEM].

Tenho comentado cada novo lance da campanha desde o lançamento em outubro de 2008. A campanha escolheu a linguagem dos quadrinhos para aumentar a consciência de motociclistas e, principalmente, de jovens pilotos de scooters, acerca dos riscos potenciais relacionados com a infraestrutura das vias.

O novo HQ fala dos perigos da pilotagem da motocicleta no período noturno ou quando é insuficiente a iluminação pública, tornando pardos todos os gatos. É quando aumentam muito os riscos para o motociclista, exigindo maior controle da velocidade e distância dos demais veículos.