5 comentários em “Como se não houvesse amanhã. Risco, liberdade e juventude”

  1. Concordo com você.

    Aliás, penso até que muitas políticas públicas para redução da mortalidade não são efetivas pois os mortos e os “sobreveviventes” são tratados como estatísticas e não como vidas que foram drasticamente interrompidas, seja pela morte ou pelas sequelas. A maioria dos gestores preocupam-se em melhorar seus números e não convencer pessoas de que podem viver mais e melhor, com segurança. Quem realmente sente-se tocado e entristecido ao anunciar o grande percentual de jovens mortos todos os anos?

    Que nessa década de ações de segurança que se inicia, os órgãos públicos prezem verdadeiramente pelas vidas e não em reduzir a mortalidade apenas para apresentar bons resultados à ONU.

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  2. Já com saudades de seus textos… me aventuro a refletir mais:

    A fala e a capacidade de se comunicar que distingue o Homem de outros seres, por mais espantoso que seja, é um dom que nem sempre ele domina.

    O exemplo da incapacidade humana ao diálogo, de se fazer entender (não basta passar a mensagem e pronto!) está se revelando cada vez mais em nossa sociedade. Ela está clara no abismo que há entre pessoas nas relações em sociedade (seja no casamento – entre casais e filhos, nas instituições de ensino – entre docentes, discentes…, nas empresas – entre empregadores e empregados; chefes e chefiados; nas entidades governamentais – entre governantes e sociedade ‘governada’.

    E por ‘sermos fracos’, cerceamos a liberdade como medida extrema de algo que se perdeu no caminho. É possível retomar?!

    Porém alguns dominam a arte do diálogo e da comunicação eficaz. De alguma forma Marketing e Comunicação Social nos têm convencido (se consome cada vez mais, produtos, serviços, conhecimento, ideias…), por falar de nossos anseios e desejos e nos apresentar com respostas rápidas, diretas a coisas que queremos ter, fazer parte… Será que no trânsito também não seria possível fazer o mesmo? Afinal, quem não quer VIVER BEM?! Quem não deseja o AMANHÃ? As políticas para trânsito e transportes falam de pessoas, de mobilidade, de segurança, de mais qualidade de vida… mas não convencem ainda! Porque talvez nossos porta-vozes também não estejam convencidos.

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  3. Olá, Maria Amélia,

    Leitora e comentadora fiel!

    É um fenômeno paradoxal que vivamos um abismo de comunicação em muitas dimensões essenciais da vida – seja no campo privado, seja no campo público – justamente quando temos à disposição tantas ferramentas de… comunicação!! Nunca estivemos tão conectados uns aos outros por tantos meios, instantâneos, gratuitos muitas vezes. E não apenas conectados por palavras ou sons, mas por imagens, fotos, vídeos! E, no entanto… o que disso tudo foi absorvido pela educação (não apenas a de trânsito, que é um caso minúsculo de um processo muito maior) em benefício de uma revolução do aprendizado e de uma integração com o mundo real? Tanta comunicação para tão pouca criação e transformação!

    Não tenho dúvida de que os gestores de trânsito e transporte, de educação e de saúde deveriam mergulhar urgentemente na reflexão do seu modo de comunicação porque ele refletirá, como disse no post, a autenticidade de cada política e ação – a maioria das quais, hoje, carece, da menor repercussão com quem deveriam servir.

    Se o post moveu sua aventura de pensar, então é mais do que eu poderia querer! Obrigado

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  4. Olá!
    Através de pesquisas para um trabalho da faculdade (sobre a lei seca) pude conhecer este blog. Estou muitíssimo encantada com todas essas colocações. Como uma viciada em leitura, espiei este blog inteiro. Achei muito inteligente a atitude de estar sempre citando os JOVENS, aliás sou uma, tenho apenas 18 anos, por mais que por muitas vezes pense como uma pessoa mais velha. Acredito que temos que ser a mudança que queremos ver. Nós, jovens, somos assediados a todo momento por uma gama infinita de informações, e por muitas vezes nos perdemos neste mundo tão amplo. E é por isso, que acredito, que devemos reservar um momento do nosso dia para fazermos uma reflexão daquilo que realmente nos importa. Não é porque passa na tv que temos que aderir ou consumir! Estava a pensar… Será que uma multa tão alta para aqueles que dirigem sobre os efeitos do álcool ou então que se negam a fazer o teste do bafômetro realmente surte algum efeito? Pela experiência que observo em amigos, não. EDUCAÇÃO é o que falta em nosso país, isso sim seria um direito e uma sanção. Uma verdadeira punição seria colocá-los a prestar serviços àqueles que realmente já sofreram e aprenderam que bebida e condução não combinam. Para falar a verdade, nem diria que isso seria uma sanção negativa visto que seria uma oportunidade ímpar de aprendizagem! Por isso que precisamos de bons legisladores, de cidadãos conscientes!
    Parabéns pelo trabalho!

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  5. Olá, Sarah!
    Pois, então, seja muito bemvinda ao blog! :)
    Gostei muito de saber que tenha lhe apoiado de alguma forma na pesquisa e, mais do que isso, tenha inspirado a reflexão, porque é para isso que eu comecei a utilizar essa ferramenta em 2008.

    Concordo com você: a educação é um privilégio valioso, mesmo quando ela é imposta como uma sanção. Quer ver um exemplo disso? Durante muitos anos coordenei um projeto que ocorria no Hospital SARAH-Brasilia, chamado “Projeto Adolescente”, que consistia em receber jovens sentenciados pela Vara da Infância e Juventude a cumprir uma medida sócio-educativa de prestação de serviços à comunidade junto aos pacientes internados em reabilitação. Criei uma página aqui no blog para falar desse projeto [https://biavati.wordpress.com/projetos/projeto_adolescente/].

    Esse teu comentário foi uma gota d’agua que faltava para eu retomar, aliás, o blog que anda bem paradão desde o ano passado – um pouco de falta de paciência, um pouco de falta de tempo, mas também a dispersão de conteúdos por outros canais, como o Facebook e o Twitter, que eu tenho usado frequentemente. Vou retomar o ritmo aqui no blog!

    Escreva sempre que quiser. A palavra de ordem aqui é: ping-pong. Abraço,

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